Fusão entre Azul e Gol: O que se sabe até agora?
- Miguel Barbosa

- 16 de jan.
- 2 min de leitura

Na quarta-feira (15), Azul e Grupo ABRA, controlador da Gol Linhas Aéreas, anunciaram um acordo preliminar que pode levar à fusão das duas empresas. A medida, caso concretizada, promete reformular o mercado de aviação no Brasil, criando uma gigante do setor.
A proposta, no entanto, levanta preocupações. A união das companhias pode reduzir a concorrência, limitando as escolhas dos consumidores, além de concentrar ainda mais o mercado em um setor já marcado por desafios financeiros e regulatórios.
Veja os principais pontos sobre o avanço desse acordo:
O acordo assinado é apenas um Memorando de Entendimento, que sinaliza a intenção de unificar as operações. Antes de qualquer avanço, a Gol precisa concluir sua reestruturação financeira nos Estados Unidos, sob o Chapter 11, que permite a renegociação de dívidas. Esse processo deve ser finalizado até maio de 2025.
Além disso, a operação dependerá da aprovação do CADE, órgão regulador que avalia impactos na concorrência. A possível fusão pode enfrentar oposição de outras empresas do setor, como a Latam, devido à concentração de mercado.
A fusão criaria uma empresa responsável por mais de 60% do mercado aéreo brasileiro, o que traria potencial para cortes de custos e maior eficiência. No entanto, especialistas alertam que a concentração pode reduzir as opções dos passageiros e elevar os preços das passagens, prejudicando diretamente os consumidores.
O setor aéreo no Brasil enfrenta um ambiente desafiador, com custos em moeda estrangeira e uma alta judicialização de disputas. Esse cenário pode influenciar a forma como a nova empresa atuará no mercado.
Caso a fusão avance, o acordo de codeshare – que permite às companhias operarem de forma conjunta – será encerrado, já que as duas empresas passariam a funcionar como uma única entidade.
Embora ainda esteja em fase inicial, essa possível fusão já gera debates e promete moldar o futuro da aviação brasileira, afetando empresas concorrentes e consumidores.









