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Pilotos denunciam irregularidades na administração da estatal Aerolíneas Argentinas

Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas. Imagem: Everson Vansoski via Aeronaves.info
Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas. Imagem: Everson Vansoski via Aeronaves.info

A Associação de Pilotos de Linha Aérea (APLA) da Argentina enviou uma carta formal ao presidente da Aerolíneas Argentinas, Fabián Lombardo, denunciando supostas irregularidades na gestão da companhia estatal.


Assinada pelo secretário-geral Pablo Biró, a carta expressa preocupações relacionadas à transparência financeira e operacional da empresa. Entre os pontos destacados, a APLA aponta a ausência de apresentação de balanços e relatórios financeiros, além da falta de clareza em operações comerciais realizadas com as empresas LATAM e Mirgor, relacionadas a contratos de transporte de cargas para a Terra do Fogo.


O sindicato também criticou a gestão do programa de milhas aéreas, alegando que ele prejudica tanto os acionistas quanto os trabalhadores da empresa, conforme relatado pelo Aviacionline.


Embora a Aerolíneas Argentinas tenha mantido suas operações normalmente, alcançando altos índices de pontualidade e registrando recordes de passageiros durante a alta temporada, a APLA atribui esse desempenho ao “compromisso dos trabalhadores”. No entanto, o sindicato denuncia que Lombardo está de férias e não retomou as negociações salariais, o que tem gerado insatisfação entre os funcionários.


Outro ponto de conflito é a falta de avanços nas discussões sobre salários. A APLA afirma que isso impede os trabalhadores de receberem uma remuneração “justa e equitativa” e exige o respeito aos direitos dos empregados e o cumprimento dos acordos previamente firmados.


A associação reforça a necessidade de esclarecer essas questões e garantir uma gestão transparente e justa para todos os envolvidos na operação da estatal.


O caso ocorre em um contexto de forte pressão política na Argentina. Desde que assumiu a presidência, Javier Milei vem criticando a estrutura da Aerolíneas Argentinas, considerada ineficiente e deficitária, e busca avançar com planos de privatização da empresa.

 
 
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