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São divulgadas algumas aeronaves para devolução como parte do processo de RJ nos EUA

PR-AYY
Imagem: João Inácio via aeronaves.info

A Azul Linhas Aéreas deu início à devolução de parte de sua frota como etapa do processo de reestruturação financeira que conduz nos Estados Unidos, sob proteção do Capítulo 11. As informações constam em documentos apresentados ao Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York no último dia 13.


No total, a companhia está devolvendo pelo menos 17 aeronaves e 8 motores, incluindo jatos Embraer, turboélices ATR e cargueiros Boeing, além de motores sob contratos separados. A medida faz parte da estratégia para reduzir custos, ajustar sua frota e reforçar sua estrutura financeira enquanto negocia dívidas com credores internacionais.


Entre as aeronaves envolvidas estão doze Embraer E195, com registros PR-AXK, PR-AUJ, PR-AUP, PR-AYY, PR-AUB, PR-AUC, PR-AYV, PR-AXD, PR-AXJ, PR-AUA, PR-AUO e PR-AUQ. Também deixam a frota três ATR 72-600, de matrículas PR-AKO, PR-AKM e PR-AKN, além de dois Boeing 737-400SF de carga, registrados como PR-AJY e PR-AJZ.


Os motores que fazem parte da devolução são dos modelos CF34-10E, utilizados na frota Embraer, e CFM56-3C1, que equipam os 737. Parte desses equipamentos já está em processo de desmontagem ou preparação para devolução, com trabalhos realizados em unidades da Coopesa, GE-Celma e Lufthansa Technik.


Apesar do movimento, a Azul garante que segue operando normalmente, sem impactos para os passageiros, mantendo seus voos, atendimento e o programa de fidelidade TudoAzul. A empresa também afirma contar com apoio de financiadores e fornecedores para dar sequência ao processo.


A devolução dos ativos foi autorizada pelo tribunal e integra a primeira fase do plano de reestruturação. Novos documentos detalhando as próximas etapas devem ser apresentados nas próximas semanas, com possibilidade de mais devoluções ou ajustes na frota.


O uso do Capítulo 11 oferece uma proteção temporária contra cobranças e execuções judiciais, permitindo que a Azul negocie seus contratos com maior segurança, especialmente com arrendadores e investidores internacionais.


 
 
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