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Azul confiante na resolução da dívida da TAP e busca antecipações de pagamento


Airbus A320neo da Azul. Imagem; Murilo Juchem via Aeronaves.info
Airbus A320neo da Azul. Imagem; Murilo Juchem via Aeronaves.info

A Azul Linhas Aéreas demonstrou otimismo quanto à solução da dívida da TAP Air Portugal, contraída em 2016, reafirmando que o empréstimo de mais de 90 milhões de euros foi de fato realizado. O CEO da Azul, John Rodgerson, declarou à Agência Lusa que a questão financeira entre as empresas está bem definida e que busca garantir a antecipação do pagamento dos valores devidos.


“É bem claro que a Azul emprestou dinheiro para a TAP, e ninguém nega isso. Demos 100 milhões de dólares [aproximadamente 97 milhões de euros, considerando a taxa atual] para fortalecer a TAP.” Enfatizou Rodgerson.


A Azul contratou um escritório de advocacia em Portugal para intermediar as negociações da dívida, assegurando que todas as partes envolvidas estejam devidamente protegidas. O CEO reforçou a expectativa de que o impasse seja resolvido em breve:

“Vai ser resolvido.”


A origem da dívida remonta à venda de 61% do capital da TAP ao consórcio Gateway, liderado por David Neeleman, cofundador da Azul, e pelo empresário português Humberto Pedrosa, durante o processo de privatização da companhia. O governo português, na época, também contribuiu com 30 milhões de euros para melhorar a liquidez da TAP, que enfrentava dificuldades financeiras.


A Azul destaca que a resolução desse débito é fundamental antes de qualquer nova venda da TAP, para evitar complicações futuras no processo. Rodgerson já expressou essa preocupação diretamente à gestão da companhia portuguesa.


“Com a movimentação para uma eventual privatização da TAP, o esvaziamento da empresa que assinou o empréstimo e a diminuição das garantias da dívida, a Azul contratou um escritório de advocacia em Portugal para assegurar que as garantias sejam efetivadas ou que a dívida seja paga antecipadamente.”


De acordo com reportagens da imprensa brasileira, a dívida já ultrapassa 1,2 bilhão de reais (cerca de 200 milhões de euros) e tem vencimento previsto até 2026. A Azul pretende encontrar uma solução amigável para a questão antes da nova privatização da TAP, mas não descarta medidas mais rigorosas caso um acordo não seja alcançado.


 
 
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