Azul Linhas Aéreas anuncia plano de aumento de capital de até R$ 3,37 bilhões
- Miguel Barbosa • Brasil Aviation

- 23 de fev.
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A Azul Linhas Aéreas revelou, em uma recente assembleia, a aprovação de um ambicioso plano de aumento de capital por parte de seu Conselho de Administração. A proposta, que pode atingir até R$ 3,37 bilhões, ainda depende da autorização de uma alteração nos limites de capital autorizado, que será votada em Assembleia Geral Extraordinária marcada para 25 de fevereiro.
A operação será realizada por meio da subscrição privada de novas ações ordinárias e preferenciais, com um valor mínimo de R$ 72 milhões e um teto de R$ 3,37 bilhões. O plano pode resultar na emissão de até 2 bilhões de novas ações ordinárias, além de um volume significativo de ações preferenciais.
A Azul definiu o preço das novas ações ordinárias em R$ 0,06 cada, enquanto as preferenciais serão comercializadas a R$ 4,50. A diferença de valores ocorre devido às distintas vantagens econômicas atribuídas a cada tipo de ação, conforme previsto no estatuto da empresa.
Esse movimento faz parte de uma ampla reestruturação financeira da companhia, visando melhorar sua estrutura de capital e aumentar a liquidez. Um dos pontos-chave dessa estratégia é a conversão de parte dos créditos dos credores em ações preferenciais, garantindo que a Azul continue respeitando o limite legal de 50% de ações com voto restrito.
A administração da companhia enfatizou que a definição dos preços buscou evitar diluição excessiva da participação dos acionistas existentes, refletindo a perspectiva de crescimento da empresa após a implementação das medidas de reestruturação.
Os acionistas atuais terão direito de preferência na compra das novas ações, permitindo que mantenham sua fatia na companhia. A Azul se comprometeu a manter os investidores e o mercado informados sobre o progresso dessa operação.
Mais informações serão divulgadas nos próximos dias, e os interessados podem acompanhar os desdobramentos por meio dos canais oficiais de Relações com Investidores da Azul, bem como nas plataformas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3. O comunicado original pode ser consultado na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC)









