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Após nove meses, Azul sai do Chapter 11 com redução bilionária no passivo

Imagem: Ricardo Morgan via aeronaves.info
Imagem: Ricardo Morgan via aeronaves.info

A Azul concluiu nesta quinta-feira (20) seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, encerrando o Chapter 11 após menos de nove meses de tramitação no Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York. O plano de reorganização, aprovado em dezembro de 2025, teve suas condições cumpridas, incluindo o pagamento integral do financiamento DIP utilizado durante o período de proteção judicial.


A reestruturação resultou na redução aproximada de US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento. Cerca de US$ 1,1 bilhão correspondem à diminuição de empréstimos e financiamentos. As obrigações relacionadas a leasing de aeronaves foram reduzidas em quase 40%. A estimativa é de queda superior a 50% nas despesas anuais com juros em comparação ao período anterior ao processo, além de redução de aproximadamente um terço nos custos recorrentes de arrendamento.


Com a implementação do plano, a alavancagem líquida projetada fica abaixo de 2,5 vezes. Durante o processo, a companhia captou aproximadamente US$ 1,375 bilhão por meio da emissão de títulos e levantou cerca de US$ 950 milhões via capitalização.


Após oferta pública realizada em fevereiro e grupamento aprovado em assembleia, o capital social passou para R$ 21,7 bilhões, dividido em mais de 54 trilhões de ações ordinárias, podendo aumentar caso bônus de subscrição aprovados pelo conselho sejam integralmente exercidos.


Mesmo durante o Chapter 11, a empresa manteve a operação regular, com cerca de 800 voos diários. Em 2025, transportou 32 milhões de passageiros, operou aproximadamente 170 aeronaves e manteve mais de 130 destinos atendidos em cerca de 250 rotas diretas. A reestruturação envolveu negociações com credores e parceiros estratégicos, incluindo a arrendadora AerCap e as companhias norte-americanas United Airlines e American Airlines.

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